quarta-feira, 11 de maio de 2011

As Tecnologias e o Processo Educacional

O PAPEL DA INCLUSÃO DIGITAL NO PROCESSO EDUCACIONAL

            O ato de comunicar-se é um dos princípios básicos de convivência humana. É quase que impossível perceber o ser humano sem a troca dos conhecimentos e informações que lhes são necessários para as suas atividades diárias e que demandam conhecimento. Em se tratando das novas tecnologias de informação e seus desdobramentos, há de se fazer um trabalho que dê sustentação, como uma plataforma de conhecimentos básicos para que mais pessoas possam usufruir dos benefícios da inclusão digital. Há, no entanto, um entrave de ordem primeira que é a alta taxa de analfabetismo funcional que a sociedade registra e, por essa razão, os esforços despendidos no sentido de oferecer acesso à rede de informação desliza, na maioria dos pontos gratuitamente disponibilizados, para o uso exclusivamente em jogos interativos o que, convenhamos, passa longe do objetivo maior que é informar e promover trocas e interações.
            Assim, vê-se que é necessário formular e reformular os meios da educação de base para que possibilitem o entendimento da enorme abrangência que a Internet dispõe ao alcance de quem dela souber tirar proveito e, nesse processo de incluir, a educação passa a ter papel destacado quando questionada sobre formas de preparação dos alunos em face dessas novas ferramentas de conhecimento. O leque de possibilidades é de tamanha amplitude que não há como mensurar os ganhos de qualidade na formação daqueles que logo deverão desenvolver atividades produtivas em seus nichos sociais. A questão continua sendo a formação de base.
            A sociedade que preza pela formação adequada de seus cidadãos tem nessas ferramentas inclusivas e educativas, uma chave de transformação tão incisiva, já que ela é por si só extremamente convidativa, que basta disponibilizá-la que a adesão é imediata. Em escolas onde a utilização dessa ferramenta é alicerçada por suportes monitorados, não há como negar que a percepção dos estudantes torna-se mais aguçada e os desempenhos de interação, mesmo que regionais ou circunscritos no âmbito de suas cidades, forma uma rede de informações que transcendem os domínios escolares e, por vezes chega a envolver todos os membros da família. Podemos debater o outro lado da questão que é a inevitável exclusão dos não letrados digitalmente, mas creio que eles serão cada vez mais uma minoria e que tendem ao desaparecimento. É o que podemos deduzir ao analisar os gráficos disponibilizados pela disciplina Tecnologias da Internet para Educação Musical (TIEM), aonde vimos quase que uma triplicação no percentual de usuários de Internet no Brasil entre os anos 2000 e 2005. Em números absolutos é taxa que pode ser irrelevante já que ela revela um crescimento de apenas 8,1% no período citado. No entanto ela tem peso importante se lavarmos em consideração que no ano 2000 apenas 5,8% da população dispunham do mesmo acesso. Entretanto, o IBGE afirma que já bate à casa dos 34,8% da população o número de acessos à rede. “Um destaque da pesquisa é o aumento significativo do uso da internet por crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos. Em três anos, o percentual mais do que dobrou e passou de 24,3% para 51,1%. A proporção deste grupo ficou acima daqueles com 25 anos ou mais”. O que importa mesmo é tratar a inclusão digital como uma ferramenta a mais para o desenvolvimento educacional e, ao mesmo tempo utilizá-la como um trampolim de impulso à ascensão social das camadas menos favorecidas tendo como meta principal não só a informação, mas também a formação propriamente dita através de projetos formativos em EaD que, como temos visto no curso de Educação Musical que nos é oferecido pela UFSCAR. É uma realidade que, além de palpável, diminui em muito os entraves dos cursos presenciais. Há de se ressaltar que essa educação à distância é uma realidade que vem de longa data e que, portanto não pode ser desprezada tendo como pano de fundo as condições desfavoráveis que um país continental como o Brasil deve transpor para produzir formação e conhecimento amplo a todos os seus habitantes.

Imagem:http://internetnovastecnologiasnaeducacao.wikidot.com/tecnologia-na-educacao
Pikete

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